quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Livro. O Grito Vermelho - Bruno Godoi

Desde o final do ano passado e começo deste ano,Divinópolis foi bombardeada por out-doors,propagandas em rádios e consequentemente uma divulgação de boca-a-boca,a cerca de um livro lançado por um divinopolitano chamado O Grito Vermelho.Outras coisas já me despertaram a curiosidade por menos.Mas eu não tive $$animação$$ pra comprar a obra,então só pude ler quando encontrei na biblioteca. 



''Um crime:doze corpos encontrados em uma região mística do norte da Mongólia.Um agente especial francês que batalha contra seus mais íntimos inimigos: os próprios pesadelos.Um assassino letal e misterioso que cruza o caminho das investigações do governo francês e do Vaticano e põe em risco a segurança dos agentes e dos padres.Segredos são aos poucos apresentados e revelam as angústias e os pecados impressos nos homens.O Grito Vermelho: o lamento silencioso da alma...''

Então...



Pois é...



Fazer o que, né?



É...


Não deu,gente,tentei.O livro começa muito bem,o crime é uma delícia e te prende muito a atenção.Os personagens do lado estrangeiro da trama também são ótimos, adorei a Susannah e o Deneuve.Mas os personagens brasileiros são muito forçados,que cansam a história, principalmente nos últimos capítulos que eu li.Abandonei na página 165.A arte do livro é fenomenal! Cada ilustração incrível, e tem alguns detalhes no rodapé das páginas que dão um charme.Porém, senti a falta da Editora Novo Século,o cara que revisou Sérgio Nascimento não se preocupou com nada.Será que não revisaram o texto?Nem colocaram no Word pra corrigir?Até onde eu li, notei incontáveis erros de ortografia, troca de palavras...Fora a diagramação dos parágrafos.Imagine ler um livro onde todos os pontos e vírgulas estão grudados nas palavras,como este post.A trilogia de Bruno Godoi (primeiro livro do autor) tem esperança,e ele muito potencial,eu desisti e abandonei essa edição,a primeira,mas quem sabe se os erros sumirem nas próximas eu crie uma força de vontade pra terminar de ler... 



Ponto forte: arte e ilustrações
Ponto fraco: revisão. 

terça-feira, 17 de setembro de 2013


Livro. Inconfidências Mineiras, Uma História Privada da Inconfidência - Sonia Sant'Anna

Se tem um evento da história do Brasil que me desperta a curiosidade e o encantamento, esse evento é a Inconfidência Mineira. A tentativa de revolta contra a Coroa Portuguesa, visava separar o território da capitania de Minas Gerais do restante da Colônia, visto que os impostos sobre a produção aurífera crescia ao passo que a mesma declinava. Além de Tiradentes, o patrono cívico do Brasil, havia outros personagens envolvidos como Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto dentre tantos nomes que hoje batizam ruas em várias cidades brasileiras. Eu sempre procurei algum livro no estilo 1808 (Laurentino Gomes, Editora Planeta do Brasil) sobre o período. E fuçando nas estantes da minha escola encontrei o assinado por Sonia Sant'Anna e lançado pela Zahar.

Imagem ruim, mas a capa é muito bonita!

Em suas 131 páginas, assim como no título, o livro conta uma história privada da Inconfidência. Fugindo das informações didáticas, é equilibrado entre as informações históricas e a narrativa literária. O ponto de vista de Iria Claudiana, irmã de Bárbara Heliodora e cunhada de Alvarenga Peixoto é mote do livro. Interessante como é retratada a vida pessoal da família e não termina a história com o fim da conjuração, apresentando também como foi o restante da vida dos personagens. Para quem não conhece muito bem a história, no livro há boxes que apresentam informações sobre os lugares, eventos e personagens, além de trazer belíssimas ilustrações assinadas por Clarissa da Costa Moreira e um mapa na orelha mostrando a disposição das vilas setecentistas e o roteiro dos Inconfidentes. 

Sonia Sant'Anna


A autora Sônia Sant'Anna, nascida em Goiás, começou a escrever em 1997 com Memórias de Um Bandeirante e hoje conta com 5 livros publicados envolvendo também história e literatura. Um fato interessante sobre ela: é descendente de Iria Claudiana! Para conhecer mais sobre a autora e ler trechos do livro, clique aqui.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Evento. 1ª Virada Cultural de Belo Horizonte.

Começando às 17h do sábado, 14, a 1º Virada Cultural de Belo Horizonte contou com mais de 400 atrações espalhadas pela cidade durante 24h. A maratona cultural, gratuita, foi realizada em diversos palcos instalados em praças, ruas, teatros, espaços culturais e alternativos. Pra quem gosta de arte e cultura, o mais complicado foi escolher quais das atrações prestigiar. Eu escolhi:

Show do Pato Fu, Praça da Estação


A banda mineira subiu ao palco com 1 hora de atraso, atrasando assim o restante da programação do dia. Com o público já cativado, o espetáculo 'Música de Brinquedo' animou o público que não deixou de cantar e dançar durante toda apresentação. Segundo a Polícia Militar, cerca de 10 mil pessoas estavam presentes, mas pra quem estava lá, não parecia ser esse número grande, já que havia espaço e em momento algum houve tumulto. Fernanda Takai mostrou amor pelos mineiros, e junto com o restante da banda derramou simpatia. As (muitas) crianças presentes adoraram a participação do grupo de teatro Giramundo. Eu não sou muito de ir em shows, mas dentre os poucos que eu fui, esse foi o melhor.



Dj Black Josie - Praça da Liberdade
Uma surpresa. Não tinha colocado nenhum DJ na minha programação. Não sou muito chegado em música eletrônica, mas passando pela Praça da Liberdade eis que sou fisgado por uma música latina, resolvi parar. Era a DJ Black Josie, que fugindo um pouco do convencional, mixava músicas latinas e samba, tudo com uma excelente qualidade. Deu até vontade de enfrentar uma festa...



Ainda na Praça da Liberdade, presenciei a  graça da Palhaçaria e o Grupo de Choro Palácio das Artes... Mas nesses eu não fiquei muito tempo. 

Um Itinerário Gráfico - Beatriz Milhazes (Sesc Palladium) 


Uma explosão de cores, de formas. De arte moderna. Dentro daquele espaço que é uma delícia de se ficar. 

Sesc Palladium - Cinema - Elena.


Revi o filme de Petra Costa, agora numa versão com acabamentos e dentro de um cinema. Oportunidade única, sendo que os poucos cinemas que o exibiram na cidade já retiraram de cartaz. Mas esse filme merece um post só pra ele em outra ocasião. 

E foi assim, minha primeira virada cultural e a primeira de Belo Horizonte. Fui mais um pontinho dentre as 200 mil pessoas que participaram nos diversos pontos espalhados pela cidade. Espero ser um pontinho nos outros anos, já que com uma boa estrutura e uma ótima organização o evento só tem a crescer. 


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O projeto Dois é Mais reúne, na noite do dia 27 de setembro, importantes nomes da nova música popular brasileira. O cantor e compositor Cícero abre a noite, com o lançamento do disco Sábado. Em seguida, o público confere o show Caravana Sereia Bloom, da cantora Céu.


Depois de dois anos, dois prêmios Multishow e de ser elogiado por outros artistas, como Marisa Monte, Lenine, Moska, Maria Gadú e Marcelo Camelo, Cícero vem a BH lançar seu segundo disco:Sábado. O disco é o sucessor do fenômeno Canções de Apartamento (2011), que arrebanhou fãs pelo Brasil e em poucas semanas tornou Cícero o nome mais falado nas redes sociais e sites de música. O novo álbum tem dez faixas, todas de autoria de Cícero, e está disponível para download gratuito (www.cicero.net.br) e em CD e vinil nas lojas do ramo.
Assim como o primeiro disco, “Sábado” não foi gravado em estúdio, mas em diversas casas por onde o músico passou nos últimos meses. Como o álbum anterior, Cícero toca todos os instrumentos, mas  desta contou colaboração de Bruno Schulz na produção e arranjos, Marcelo Camelo na bateria e baixo, Uirá Bueno (Canastra) na bateria e percussão, Bruno Giorgi no baixo, o músico capixaba Silva no piano e as vozes femininas das cariocas Mahmundi e Luiza Mayall.

Céu retorna a Belo Horizonte com o show do disco Caravana Sereia Bloom. Neste disco, Céu não está só. Ladeada por uma caravana colorida, cantou o canto da sereia e ajuntou uma turma oriunda do nordeste do Brasil, além de seus velhos e bons músicos. O repertório, que ela desenhou na caderneta, dança com o vento. Céu cintila entre as chamas e nos apresenta seu mais novo trabalho produzido por Gui Amabis, marido da cantora. Entre o time de participações, estão nomes de peso como Curumim, Fernando Catatau, Lucas Santtana, Lúcio Maia, Pupillo, Rica Amabis, Thiago França e Edgard Poças, pai de Céu.
Com uma trajetória iniciada discograficamente em 2005, a cantora e intérprete paulistana é festejada tanto no Brasil como no exterior. Céu já se apresentou em todas capitais brasileiras e já fez turnês pela Europa e Estados Unidos. Caravana Sereia Bloom, 3º álbum na discografia, é, segundo a própria cantora, fruto da inspiração que o contato com várias culturas lhe proporcionou. Uma mistura de estilos, ritmos do Norte e Nordeste brasileiro e o suingue latino da cumbia e do bolero, além de samba e reggae.
O Mega Hiper Ultra Power Show, acontece no dia 27 de setembro às 21h. No Palácio das Artes, na rua Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte. Ingressos a partir de R$ 35,00 

(texto retirado do site da Fundação Clóvis Salgado)



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Jamais vou perder esse show, a Céu embalou tantas madrugadas minhas... Desde 2006 quando conheci ela no Programa do Jô, no auge dos meus 11 anos! Conquistou meu coração. É uma chance de ver um show dela no Brasil, já que ela faz mais sucesso no exterior. E o Cícero, descobri ano passado. Uma boa descoberta!

Vamos treinando:




sábado, 7 de setembro de 2013

Exposição. Muito Sagrado, Pouco Profano - Eli Penha e Fabiana Souto




Ficam expostas no segundo piso da Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago até o dia 13 de setembro fotos assinadas por Eli Penha e Fabiana Souto. 


A exposição é simples, assim como a gente que é retratada. Sem nenhuma descrição, nesse caso desnecessária, já que o título e o conjunto da obra dizem por si só. As belíssimas fotos mostram com sensibilidade as festas e expressões religiosas de um povo que parecem viver de fé. As festas de reinado, também conhecidas por congado, são celebrações populares de origem afro-descendentes misturada com elementos católicos muito comuns na nossa região (inclusive reconheci em várias fotos o lugar onde moro). As lentes de Fabiana Souto e Eli Penha conseguem passar muita sensibilidade e fé. Havia apenas dois pontos negativos na exposição: a falta de informações de contato dos fotógrafos e o número pequeno de fotos expostas (deram um gostinho de quero mais!)

Foto torta, porque, ao contrário de Fabiana Souto e Eli Penha, eu não fotografo bem.




Exposição. Des-ígnios - Brynner dos Santos

Até agora não sei como se escreve o nome da exposição... Na programação da Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago estava grafado como 'DES-íGNIOS', mas na exposição que fica no primeiro piso da mesma constava como 'Des-ígnios'. Pode ser um detalhe sem importância, mas caso seja um erro de digitação da Biblioteca, digo que ficou mais 'estético' e deveria ser adotado.

Arte abstrata assinada por Brynner dos Santos


''Desenvolvo meu trabalho de artes plásticas através de desenhos e pinturas que faço em materiais diversos como papéis, muros e suportes das cidades. Este propósito surgiu em 2003, quando encadernei folhas de papel craft para fazer anotações, fazendo pinturas abstratas, desenhos, croquis e estudos através de carvão, lápis, caneta, giz e tintas. Permito que haja relações entre processamento de dados, informações e anotações com os ornamentos da estética barroca. Procuro valorizar graficamente as referências matemáticas como forma de ordenamento visual, constituindo os elementos visuais em composições líricas, atmosferas de meu imaginário criativo. Essa propensão a exercícios de trigonometria ficam 'às voltas com devaneios no plano e no espaço'. Espaços em branco que ampliam ou que emolduram a imagem, valorizando a comunicação entre espaço válido e não válido. A cor do papel craft permite que a interferência do branco seja mais útil, interessante e direta nessa troca entre fundo e forma. Estre 'propositos' ou 'Des-ígnios' tentam se inclinar às tensões gráficas sugerindo que pintura e desenho mantêm uma relação recíproca de entendimento entre suas características.''

Detalhe de uma obra do artista plástico graduado pela Escola Guignard

Não entendo nada de arte abstrata e acredito que ninguém além do próprio artista a entenda. Contudo, a obra do bom-despachense mostra que os elementos do abstrato, quando analisados separadamente mostram a habilidade do artista, principalmente nos elementos da arte barroca. Acredito que não haveria lugar melhor pra colocar fórmulas matemáticas do que numa arte abstrata. O papel craft dá um contraste com o branco que realmente deve ser observado, além de acrescentar uma textura rústica na obra.

A exposição permanece na Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago até o dia 13 de setembro.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Opções e Oportunidades Culturais

Agenda cultural do mês de setembro:

02 a 13 de Setembro: 
Exposições:
DES-íGNIOS (artes visuais). Brynner dos Santos. 1º Piso da Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago.
Muito Sagrado, Pouco Profano (fotografias). Eli Penha e Fabiana Souto. 2º Piso da Biblioteca Púbica Ataliba Lago. (Av. 7 de setembro, 1160 - Centro)

07 de Setembro (Sábado)
20h - 7ª Edição da Campanha 'Teatro É Um Barato'. Peça 'Mamãe É De Morte'. Teatro Usina Gravatá. R$ 5,00. Ingressos no local e nas lojas Le Postiche (Av. Antônio Olímpio de Morais, 618 - Centro e Shopping Pátio, loja 171)


08 de Setembro (Domingo)
17h - 7ª Edição da Campanha 'Teatro É Um Barato'. Peça 'O Melhor Brinquedo'. Teatro Usina Gravatá. R$ 5,00. Ingressos no local e nas lojas Le Postiche (Av. Antônio Olímpio de Morais, 618 - Centro e Shopping Pátio, loja 171) 
Obs.: Uma criança acompanhada de um adulto não paga ingresso. 

20h - 7ª Edição da Campanha 'Teatro É Um Barato'. Peça 'Casal 24'. Teatro Usina Gravatá. R$ 5,00. Ingressos no local e nas lojas Le Postiche (Av. Antônio Olímpio de Morais, 618 - Centro e Shopping Pátio, loja 171) 

11 de Setembro (Quarta-feira)
19h -  Estudo da Obra do Historiados Português José Hermano Saraiva. Maria de Fátima Batista Quadros. Sala de Multimeios Adélia Prado - Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago. Entrada Gratuita.

13 de Setembro (Sexta-Feira)
20h - Noite da Poesia Especial - 25 anos. Simone Xavier (violão e voz). Sala de Multimeios Adélia Prado - Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago. Entrada Gratuita.

20h - 7ª Edição da Campanha 'Teatro É Um Barato'. Peça 'Comédia Barata'. Teatro Usina Gravatá. R$ 10,00. Ingressos no local e nas lojas Le Postiche (Av. Antônio Olímpio de Morais, 618 - Centro e Shopping Pátio, loja 171) 

14 e 15 de Setembro (Sábado e Domingo)
Pra quem puder dar uma esticadinha na capital, acontece em vários pontos de Belo Horizonte a 1ª Virada Cultural; São 24h de eventos, oficinas, shows, peças de teatro, exibições de filmes. A programação completa você encontra aqui.

16 de Setembro (Segunda-Feira)
19h - Solenidade de abertura da exposição 'Biodiversidade: como elemento de percepção, visão e preservação ambiental'. Fotografias dos alunos da Escola Estadual Joaquim Nabuco. A exposição fica no 2º piso da Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago até o dia 27 de setembro. Entrada Gratuita.

18 de Setembro (Quarta-Feira)
19h30min - Noite do Conto. Causos da Minha Terra. Juarez Pimenta. Sala de Multimeios Adélia Prado. Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago. Entrada Gratuita.

19 e 20 de Setembro (Quinta e Sexta-Feira)
20h - Lançamento do Dvd 'Escutatória' do grupo Emcantar. Teatro Municipal Usina Gravatá. Entrada Franca (recomenda-se que retire seu ingresso 1h antes do espetáculo)


25 de Setembro (Quarta-Feira)
19h - Palestra 'Dhammapada: um caminho para a vida'. Elismar e Kelen Alves. Associação Cultural Nova Acrópole. Sala de Multimeios Adélia Prado. Biblioteca Pública Ataliba Lago. Entrada Gratuita.

27 de Setembro (sexta-feira)
19h - Lançamento do livro 'Folhas de Outono', Maria Helena de Sena Costa. Sala de Multimeios Adélia Prado. Biblioteca Pública Ataliba Lago. Entrada Gratuita.



Nesse mês não tem como não aproveitar nenhuma dessas oportunidades. Caso esteja faltando alguma, comente. 

domingo, 1 de setembro de 2013

Bala Na Agulha - Marcelo Rubens Paiva

Não é segredo pra ninguém que o Marcelo Rubens Paiva é meu escritor preferido. Aliás, sempre foi complicado pra mim definir um autor, uma obra, uma música preferida, na maioria das vezes a eleita era a última com que tive contato. Mas eis que surge Marcelo Rubens Paiva na minha vida, em dezembro do ano passado e muda tudo.

Marcelo Rubens Paiva

Marcelo Rubens Paiva, pra quem não conhece, é um paulista 'encariocado' de 54 anos. Um nome forte vinculado ao desaparecimento do seu pai na época da ditadura militar. E que aos vinte um anos, depois de um mergulho, ficou tetraplégico. Uma vida precoce retratada em sua primeira obra com ares auto-biográficos 'Feliz Ano Velho' que na época de lançamento (1981) se tornara um best-seller. 

Nessa obra, somos introduzidos na vida de Thomas, um traficante brasileiro que mora nos Estados Unidos e que troca tanto de nome durante o enredo quanto de país. O pontapé inicial é quando Thomas, que também é um garoto de programa é contratado para fazer um serviço. Porém, sua cliente aparece morta e esquartejada nas páginas dos jornais, no dia seguinte. A trama envolve segredos do Estado brasileiro, sua rotina, questões com consulados, narcotráfico... Tudo o que no contexto da obra (1994) se via no Brasil.

Capa de Bala Na Agulha (7ª edição), Editora Siciliano.

Esse livro tem a narrativa rápida, envolvente, com linguagem fácil de se entender. Em contrapartida, abusa de cenas desnecessárias, como incesto. Os personagens não são envolventes, não se cria nenhum tipo de questão maior a cerca deles, não tem como se identificar, são retratados superficialmente. 

Lançado pela Editora Siciliano, o livro pra mim foi uma decepção. Se assemelha muito com a coleção Vagalume de Marcos Rey, só que sem a aura da infância, com cenas de sexo. O livro não é ruim, mas não acompanha o estilo brilhante do autor de obras como Blecaute e Malu de Bicicleta. Vou apagar essa leitura da minha memória e continuar imaginando o Paiva como meu super-heroi literário. 


Próximas vítimas:
Acabei de ler Quero Minha Mãe, de Adélia Prado, mas ainda não estou seguro pra falar da obra dela.

Próximas leituras:
- O Continente, Érico Veríssimo
- O Grito Vermelho, Bruno Godoi

7º Festival da Escola de Dança Clara Valverde

Com intuito de oferecer arte à comunidade de Ermida, criou-se a Escola de Dança Clara Valverde, projeto voluntário, no ano de 2004. A intenção maior do trabalho é ensinar técnicas de expressão corporal, assim como socializar os moradores através da atividade em grupo. Para mostrar o que é realizado nas aulas, acontecem apresentações para as famílias e amigos dos participantes periodicamente.

Cartaz de Divulgação

'Sétima Arte', o sétimo festival, misturava elementos de longas metragens com a dança. Através de telões o público que lotou a Praça da Matriz pode acompanhar os preparativos para o festival, além de extrações dos filmes que serviram como inspiração para as coreografias. Para mergulhar ainda mais no mundo do cinema, havia presença de lanterninhas vendendo doces em meio a plateia. Foi fornecido ao público também, um release da Escola e um compilado de sinopses dos filmes. Detalhes que agregaram valor em relação aos espetáculos anteriores.

Foto retirada da página da Escola de Dança Clara Valverde no Facebook


A premiada escola apresentou coreografias em jazz, clássico, contemporâneo, estilo livre e moderno com a participação de bailarinos de todas as idades.

Destaques da noite: 


Quem Quer Ser Um Milionário - Jazz Adulto. Fabrício Robson
Dirty Dancing - Estilo Livre Adulto. Clara Valverde
O Fantasma da Ópera - Moderno Solo Adulto. Letícia Teixeira. Solista: Josiane Freitas
Tempos Modernos - Estilo Livre Duo. Clara Valverde
Chicago - Estilo Livre Duo Adulto. Coreografia retirada do filme ''Chicago'' (2002)
O Mágico de Oz - Clássico Livre Adulto. Letícia Teixeira.


Ainda completaram o repertório: Beleza Americana, Titanic, Flash Dance, A Bela e a Fera, Embalos de Sábado à Noite e Hair.

Os festivais de dança, produzidos por Clara Valverde são um marco de cultura de Ermida. A cada edição mostra uma companhia mais madura e disposta a contagiar os espectadores com o espírito da arte.

Foto retirada do Facebook.